terça-feira, 13 de junho de 2017

Projeto de expansão do Trensurb prevê aeromóvel em cidades da região

13/06/2017 - Diário de Canoas

O projeto de expansão do Trensurb prevê ampliação dos atuais 46 quilômetros para cerca de 115 quilômetros, com o uso de linhas do Aeromóvel em novos trechos entre Porto Alegre e Novo Hamburgo e também em Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada e Viamão, cidades hoje fora do sistema. 

A proposta faz parte de um estudo da empresa Aeromóvel do Brasil e da China Railway First Group Engenharia (CREC) entregue, nesta segunda-feira (12), ao secretário-executivo do Ministério das Cidades, Marco Aurélio de Queiroz Campos, em reunião na Casa Civil da Presidência da República. 

“Voltamos ao assunto já abordado em janeiro e com os chineses, que são os investidores, reafirmando o interesse em discutir com o governo na esfera do investimento e aumento do negócio”, resume o diretor-executivo da Aeromóvel do Brasil, Marcos Coester, que participou da reunião acompanhado dos representantes da CREC no Brasil, Zheng Jianya e Song Jingjing. 

Segundo Coester, a perspectiva é de avanços na negociação nos próximos meses, visto o governo federal aguardar pelo término de um estudo de “valuation” da Trensurb, ou seja, uma avaliação da estatal quanto a preço, fluxo de caixa e gargalos da atual estrutura, que deverá estar concluído em prazo de 180 dias. “E esse é um ponto que também precisa ficar claro até para quem tem intenção de investir na Trensurb”, observa Coester, entendendo que a discussão também precisará começar a envolver o governo gaúcho e os próprios municípios para avançar. 

Até Canudos 

Uma linha de aeromóvel ligará o Centro de Novo Hamburgo até o bairro Canudos, o mais populoso do Município. A proposta é de que o trecho tenha quatro quilômetros, com dois terminais e duas estações. A estimativa é de que mais de 65 mil pessoas usem por dia o aeromóvel. O veículo tem capacidade para 300 pessoas e trafega a 40 km/h. 


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Lançado edital para construção de estações do aeromóvel de Canoas

09/12/2016 - Prefeitura de Canoas

Divulgação
O sistema aeromóvel irá beneficiar 211 mil pessoas na cidade
O sistema aeromóvel irá beneficiar 211 mil pessoas na cidade

Serão cincos estações do Sistema Aeromóvel. A obra será realizada entre as avenidas Boqueirão e 17 de Abril, trecho da Linha 1 do aeromóvel. 

O Diário Oficial de Canoas divulgou, nesta sexta-feira (9), o Edital 404/2016 (modalidade Concorrência Pública Internacional) para contratação de empresa que irá executar a construção de cincos estações do Sistema Aeromóvel, com critério de julgamento de menor preço global. A obra será realizada entre as avenidas Boqueirão e 17 de Abril, trecho da Linha 1 do aeromóvel. As propostas deverão ser apresentadas no dia 11 de janeiro de 2017, na Sala de Licitações, situada na Rua Frei Orlando, 199, 4º andar, centro de Canoas. O regulamento do edital está disponível no site da Prefeitura www.canoas.rs.gov.br.

Obras 

A Prefeitura de Canoas recebeu, nesta sexta-feira (9), a segunda remessa de tubos para readequação de adutora de água na Avenida Boqueirão. Já foram entregues 1.330 metros, de um total de 3 mil de canos. Nesta semana, foi instalado o canteiro de obras para substituição da adutora que passará pelo canteiro central da avenida. A obra de execução da nova rede elétrica para implantação da Linha 1 do aeromóvel está com mais da metade concluída - um total de 55%. 

Montagem 

A partir de abril de 2017, serão montados os seis veículos que funcionarão na primeira fase. Os trilhos e fixadores já estão disponíveis para a estrutura da via elevada.

No final de novembro, também chegaram os seis ventiladores e dutos que serão utilizados na primeira fase do Sistema Aeromóvel de Canoas.

Via elevada 

A concorrência pública para construção da via elevada está em andamento. 

Comitê Gestor

O Município mantém um Comitê Gestor do Aeromóvel, coordenado pelo secretário da Fazenda, Marcos Bosio. As obras são fiscalizadas pelo Escritório de Engenharia e Arquitetura.


Crédito da notícia: Alessandra Obem - MTB 6784

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Projeto do aeromóvel para a Região Metropolitana tem investimento estimado de R$ 10 bilhões

11/03/2017 - Zero Hora

Um projeto de implantar linhas de aeromóvel entre municípios da Região Metropolitana ganha força no governo federal como alternativa ao metrô subterrâneo ao prever investimentos estimados em cerca de R$ 10 bilhões. 

O recurso para implantar oito linhas de aeromóvel para transporte de massa seria desembolsado pela iniciativa privada em troca da concessão da Trensurb por 30 anos — e um provável aumento na tarifa. Gigante chinesa da construção, a companhia China Railway First Group (CRFG) tem interesse no negócio e deverá apresentar ao Planalto um estudo mais detalhado, elaborado em parceria com a empresa gaúcha Aeromóvel do Brasil, no dia 21 de março. 

A ideia de criar uma rede de transporte com quase cem quilômetros de vias elevadas para aeromóvel conectadas a estações do trensurb avança em Brasília. Na semana passada, representantes da CRFG e da Aeromóvel apresentaram um esboço do projeto aos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e das Cidades, Bruno Araújo — responsável pela pasta à qual a Trensurb está vinculada. Padilha e Araújo deram sinal verde para as empresas detalharem um plano com análise de viabilidade mais precisa e um esboço do possível modelo de concessão da Trensurb. Técnicos da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, subordinada ao Ministério das Cidades, também deverão apresentar um relatório sobre o sistema metropolitano. 

Os chineses avaliam que a integração viária abrangendo 11 municípios seria capaz de movimentar 1,4 milhão de passageiros por dia e criar um negócio autossustentável. Hoje, o fluxo diário de passageiros apenas no trensurb gira ao redor de 200 mil, e a passagem de R$ 1,70 é subsidiada pela União. Como a operação do trem é deficitária, o governo federal é simpático à ideia de a iniciativa privada assumir a gestão do sistema, que contaria com uma nova tarifa ainda não definida. 

O aeromóvel também ganha terreno em razão do menor custo e maior facilidade de implantação. Em Canoas, onde o município decidiu buscar financiamento de R$ 272 milhões para instalar por conta própria um primeiro trecho de 4,6 quilômetros, o custo ficou em cerca de R$ 60 milhões por quilômetro. O preço estimado para o metrô subterrâneo na Capital, agora descartado, chegava a ser quase 10 vezes maior. A via elevada também não exige desapropriações. 

Estimativas preliminares indicam que a implantação da rede de aeromóveis custaria entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões, mas, conforme a CRFG, ainda não foi calculado o valor da modernização das estações e da frota da Trensurb — o que também faria parte do negócio. Mas o projeto deve enfrentar críticas e desconfianças antes de sair do papel. O aeromóvel, que hoje funciona em uma linha com menos de mil metros no aeroporto, ainda não foi implementado como meio de transporte de massa. O Sindicato dos Metroviários condena a proposta. 

— O aeromóvel serve para trechos curtos, não para transportar milhares de pessoas. Além disso, o subsídio na passagem é um dos poucos retornos que o cidadão tem dos seus impostos — avalia o presidente do Sindimetrô, Luis Henrique Chagas. 

O diretor da Aeromóvel do Brasil, Marcus Coester, garante que os veículos conseguem levar até 40 mil passageiros por hora em uma direção, cerca do dobro do necessário para atender a um corredor como o da Assis Brasil, em Porto Alegre. 

Especialista em transporte e diretor de Cidades Sustentáveis do WRI Brasil, entidade que reúne ONGs em vários países, Luis Antonio Lindau sustenta que o aeromóvel é um tipo de sistema de média capacidade adequado para a criação de redes integradas de transporte. 

— O importante é ter acessibilidade, ou seja, muitas estações por quilômetro quadrado. Nesse sentido, vale mais uma rede com muitas estações do que uma linha isolada de metrô — analisa Lindau. 

Plano de expansão do aeromóvel é apoiado por gigante da construção 

Por trás da ideia de interligar a Região Metropolitana com linhas de aeromóvel se encontra uma das maiores companhias de construção no mundo. 

A empresa China Railway First Group (CRFG), que venceu a licitação para a obra civil do aeromóvel em Canoas e pretende ampliar o sistema para cidades próximas, é uma das subsidiárias da gigantesca China Railway Group — a qual conta com quase 300 mil funcionários divididos em 43 empresas afiliadas. Na lista das 500 maiores companhias do mundo elaborada pela revista Fortune, no ano passado a China Railway Group aparecia na posição 57. 

Acostumada a assumir obras ambiciosas ao redor do planeta, a CRFG, que sozinha conta com cerca de 30 mil empregados, escolheu Canoas como ponto de partida para planos mais ousados. Isso inclui assumir a concessão da Trensurb por 30 anos, transformando a linha metropolitana em um eixo ao qual se ligariam oito novos percursos de aeromóvel. 

— A gente conseguiu cumprir todas as exigências do governo brasileiro quando ganhou a licitação de Canoas. Isso vai facilitar muito (para participar de outras licitações), porque já estamos abrindo uma subsidiária em Canoas — explica o diretor comercial da CRFG no Brasil, Chhai Kwo Chheng. 

O objetivo de criar essa rede interligada é elevar o número médio de usuários do trem urbano, que hoje fica ao redor de 200 mil, para mais de um milhão em todo o novo sistema e criar um negócio sustentável de grande porte. O projeto alinhavado pela CRFG, em parceria com a empresa gaúcha Aeromóvel do Brasil, faz parte de uma política de expansão internacional da empreiteira chinesa colocada em prática ao longo dos últimos anos. A intenção dos chineses, agora, é implantar essa estratégia em solo gaúcho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Empresa apresenta projeto de aeromóvel em Campo Grande

21/02/2017 -  Correio do Estado

Campo Grande pode ter um novo meio de transporte: o aeromóvel. A implantação deste tipo de 'trem' que anda em via elevada ainda é uma ideia. Hoje, o prefeito Marcos Trad (PSD) recebeu o representante de uma empresa interessada em instalar esta tecnologia já existente em cidades como Jacarta, na Indonésia e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. 

O projeto leva em consideração, principalmente, a ocupação mínima do espaço e, ainda, por se tratar de uma via elevada, libera a área do nível do solo para outras funções e atividade. 

O Aeromóvel é movido por propulsão pneumática – o ar é pressurizado por ventiladores, por isso é considerado sustentável. 

O prefeito afirmou que é hora de começar a elaborar um planejamento para desafogar o trânsito: “É necessário que comecemos a pensar em abrir as discussões no sentido de pensar em alternativas viáveis para resolver essa questão, principalmente pela mobilidade urbana”, declarou.


sábado, 6 de fevereiro de 2016

Ministério das Cidades garante apoio ao projeto do aeromóvel de Canoas


04/02/2016 – Jornal Sul 21 – Porto Alegre/RS / *Com informações da Prefeitura de Canoas

O secretário nacional de Transporte e Mobilidade, Dario Rais Lopes, garantiu que a implantação do aeromóvel em Canoas tem total apoio do Ministério das Cidades. “O sistema tem que dar certo para servir de exemplo ao Brasil”, afirmou Lopes, que participou do Seminário sobre o Projeto do Sistema Aeromóvel em Canoas, na tarde de quarta-feira (2).

O evento reuniu os parceiros institucionais do projeto, apresentado pelo coordenador executivo do Comitê Gestor de Implantação do Aeromóvel e secretário municipal da Fazenda, Marcos Bosio. Ele mostrou detalhes do funcionamento desse meio de transporte, que terá capacidade para 24 mil passageiros hora-sentido. Bosio destacou, ainda os aspectos de segurança, baixo ruído, impacto ambiental mínimo e possibilidade de integração com ônibus e as estações da Trensurb.

Linha 1 em execução

Atualmente, ocorre a readequação da rede de água no trecho da primeira fase da linha 1, com 4,6 quilômetros, entre a estação Mathias Velho da Trensurb e a avenida 17 de Abril (no ponto próximo à Brigada Militar), no bairro Guajuviras. No dia 10 deste mês, será aberto edital de licitação para adequação da rede elétrica. A previsão é de iniciar os testes em novembro deste ano. O Município já obteve financiamento de R$ 149,26 milhões para o pacote tecnológico e de R$ 137,73 milhões para obras civis, por meio do PAC/Caixa Econômica Federal e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) Pró-Inovação.

Sugestões

O secretário Lopes apresentou sugestões com base nos aspectos institucional, operacional e econômico. Indicou os pontos positivos do projeto e fez recomendações relativas a outros que considera mais sensíveis, como a integração tarifária, as alternativas em caso de falhas no sistema e a acessibilidade universal nas estações. Comentou, ainda, que as experiências exitosas em transporte coletivo sobre trilhos – os BRTs de São Paulo e do Rio de Janeiro – têm as operadoras de ônibus como sócios.

Tecnologia gaúcha

Para o secretário adjunto de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Estado, Renato Oliveira, o aeromóvel de Canoas é um “laboratório inovador de tecnologia” que pode servir de case para outros municípios. Disse que o interesse maior do governo gaúcho é apoiar o aperfeiçoamento dessa tecnologia, que considera uma oportunidade para o Rio Grande do Sul exportar tecnologia e uma solução para a mobilidade urbana.

Salto para o futuro

O presidente da Trensurb, Humberto Kasper, considera o projeto “um salto para o futuro”, afirmando que, em Porto Alegre, a empresa provou que a tecnologia é viável. “Agora, a Trensurb tem o papel de contribuir com sua experiência, para que o sistema de Canoas seja ainda mais eficiente”, declarou.

O Seminário teve, ainda, integrantes do Comitê Gestor, representantes do Ministério das Cidades da Caixa Econômica Federal, do Banrisul, da Vicasa, da Sogal, do BNDES, da Ulbra, da Aeromovel Brasil S.A. e de secretarias municipais.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

1,14 milhão de usuários realizam conexão entre metrô e aeroporto via Aeromóvel em 2015

 20/01/2016 – Trensurb

Em média, 3,4 mil passageiros por dia útil utilizaram linha que integra sistema metroviário da Trensurb ao Terminal 1 do Salgado Filho. Foto: Fabiano Scheck/Trensurb
Em média, 3,4 mil passageiros por dia útil utilizaram linha que integra sistema metroviário da Trensurb ao Terminal 1 do Salgado Filho. Foto: Fabiano Scheck/Trensurb

Em 2015, a linha da tecnologia aeromóvel operada pela Trensurb, que conecta o metrô ao Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, registrou o transporte de 1.140.802 passageiros, média de 95.067 por mês. A média de usuários por dia útil foi de 3.406. Em 2014, 891.269 usuários haviam realizado a conexão entre metrô e aeroporto via aeromóvel. No mesmo ano, a média havia sido de 2.801 passageiros transportados por dia útil. Vale lembrar que a linha opera comercialmente no horário integral de funcionamento do metrô (das 5h às 23h20) desde maio de 2014.

No dia 15 de junho de 2015, 4.342 passageiros utilizaram o serviço, recorde diário desde o início da operação. No mês seguinte, em julho, a linha chegou ao recorde de passageiros transportados em um único mês: 103.478, com média de mais de 3.611 passageiros por dia útil, também a maior marca atingida desde o início da operação do modal. Outra marca alcançada no ano que passou, no dia 4 de novembro, foi a de dois milhões de usuários transportados desde a abertura ao público, em agosto de 2013, ainda em regime experimental. Desde então, até o fim de 2015, 2.179.779 passageiros viajaram no aeromóvel.

Conexão metrô-aeroporto

O projeto foi desenvolvido no Brasil, usando tecnologia 100% nacional e movimentou uma cadeia produtiva que envolveu mais de 50 empresas e mil profissionais. Os veículos suspensos, movidos a ar, permitem integração e acesso rápido e direto ao terminal aeroportuário sem custo adicional para os usuários do metrô. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em 2 minutos e 40 segundos. Além de qualificar o acesso ao aeroporto, o empreendimento cumpre diretriz do governo federal para empresas estatais de investir em projetos de infraestrutura e inovação tecnológica e fomentar o desenvolvimento da indústria nacional.

Projetado pelo Grupo Coester, de São Leopoldo, o aeromóvel é um meio de transporte automatizado, em via elevada, que utiliza veículos leves, não motorizados, com estruturas de sustentação esbeltas. Sua propulsão é pneumática – o ar é soprado por ventiladores industriais de alta eficiência energética, por meio de um duto localizado dentro da via elevada. O vento empurra uma aleta (semelhante a uma vela de barco) fixada por uma haste ao veículo, que se movimenta sobre rodas de aço em trilhos.

Sustentabilidade e economia são marcas do aeromóvel. O projeto atende às legislações ambientais vigentes e, como a propulsão se dá com o acionamento de motores elétricos, não há emissão de poluentes gasosos. Esses motores são dispostos em casas de máquinas acusticamente isoladas, evitando também a poluição sonora. Já as estruturas elevadas e menos espessas, com design moderno, evitam a poluição visual. Por sua vez, a média mensal de custo de propulsão por passageiro foi inferior a R$ 0,10 em 2015.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Aeromóvel na Zona Sul depende de verba para financiar obra

09/12/2015 - ANPTrilhos

O projeto de criação de uma linha do aeromóvel do Centro Histórico até a avenida Juca Batista, na Zona Sul de Porto Alegre, voltou a ser debatido ontem na Câmara de Vereadores. Além da possibilidade de implantação e da discussão do projeto, entre os pontos levantados está a necessidade de definir uma fonte de recursos para a sua implantação e manutenção.

Em reunião da Comissão de Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab) da Câmara, o coordenador dos projetos MetrôPoa e Sistema BRT na Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Luís Cláudio Ribeiro, e o gerente de Desenvolvimento de Engenharia da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), Sidemar Francisco da Silva, apresentaram projetos referentes ao sistema de transporte e a única experiência vigente, de conexão entre a estação de trem e o aeroporto da Capital.

Segundo Ribeiro, tudo começou com o Plano Diretor, em 1999, quando foram criados os eixos principais para a instalação da infraestrutura de transportes da cidade. Depois, o Plano Integrado de Transporte e Mobilidade Urbana (PITMUrb), de 2008, estabeleceu a maneira como Porto Alegre poderia integrar seus sistemas de transporte e as tecnologias a serem utilizadas, como o metrô e o BRT.

“A prefeitura trabalha com priorizações. Na época da Copa do Mundo de 2014, realmente se priorizou a criação de projetos de transporte, mas, agora, estamos com dificuldades de financiamento para algumas obras”, explica Ribeiro.

O projeto de construção de uma linha do aeromóvel até a Juca Batista foi iniciado em 2011, com a assinatura do protocolo de intenções para a realização de um estudo de viabilidade técnica de implantação desse trecho. Em 2012, foi contratada uma consultoria para fazer a pesquisa, que foi feita entre abril e dezembro de 2013.

Ficou definido que a Fase 1 da construção iria da Estação Mercado até a Praça Itália, próxima ao shopping Praia de Belas. A Fase 2 seria da Praça Itália até o bairro Cristal, no entorno do BarraShoppingSul. Por fim, a Fase 3 contemplaria o trecho entre o bairro Cristal e o final da avenida Juca Batista. No total, são 18 quilômetros de extensão previstos.

Para viabilizar o aeromóvel, seria necessário definir a fonte dos recursos para a sua implantação e manutenção. “Primeiramente, precisaríamos buscar recursos para o financiamento da obra e, após, para a manutenção do sistema. Hoje, nossos impostos municipais pagam os corredores de ônibus. Será que pagariam os aeromóveis?”, questiona o coordenador da EPTC.

O gerente da Trensurb relata que a experiência com a primeira linha, de apenas 814 metros, que opera comercialmente desde maio de 2014, é positiva. “Apostamos na proposta do aeromóvel e está funcionando muito bem. O consumo de energia é muito baixo, custa cerca de R$ 0,10 por passageiro, enquanto o gasto com energia em um metrô pesado custa em média R$ 0,55 por passageiro. Mas, é claro, um projeto da envergadura desse, até a Zona Sul, é muito mais complexo”, avalia.

Uma demonstração de como será a operação do aeromóvel em um trecho mais extenso será vista em Canoas, onde a prefeitura licitará, no ano que vem, a construção de uma linha de 4,6 quilômetros e sete estações, entre a avenida 17 de Abril, no bairro Guajuviras, e a estação Mathias Velho.

O presidente da Cuthab, vereador Engenheiro Comassetto (PT), se mostrou favorável ao uso do aeromóvel no lugar de ônibus. “Há possibilidade de substituir os ônibus que circulam na Capital nesse trecho da Zona Sul. Até o bairro Cristal, por exemplo, 75 mil pessoas circulam por dia com transporte público. Até a Juca Batista, são mais de 100 mil. O impacto ambiental de reduzir a quantidade de ônibus, logo de combustível fóssil queimado, seria positivo. Além disso, com o grande fluxo de usuários, viabilizaria economicamente a implantação”, opina. O parlamentar sugeriu, ainda, criar um fundo para juntar recursos para a construção da linha.
O aeromóvel é um meio de transporte automatizado, sem necessidade da presença de condutor, pois não possui motor. O motor se dá na via, que dá a sustentação e faz a propulsão, através do ar que circula com um ventilador e quatro válvulas de controle, que puxam ou empurram o veículo.

No aeromóvel do aeroporto da Capital, a velocidade máxima é de 65 km/h, e a oferta atual é de capacidade de 1,8 mil passageiros por hora por sentido. Entretanto, a oferta pode ser ampliada para até 4,5 mil passageiros por hora por sentido